19/09/2017

Roquinrio, bebê!



Não adianta chorar, o “Roquinrio” está lá dentro. Então como disse a ex-Ministra, relaxa e goza.
É um festival de música internacional, nascido no Rio de Janeiro e que  faz parte do calendário, igual ao carnaval. Eu mesmo nunca fui ao vivo, tenho vontade, mas acho tudo muito caro só pela curiosidade.
Até aqui estou achando essa edição muito legal em termos musicais e gostando do áudio que está chegando a TV. Ninguém me perguntou nada,  mas eu fiz umas observações nessa primeira semana que eu quero colocar aqui no face.

1 - Chutar cachorro morto é fácil. “Fora Temer” que contempla o ideário momentâneo da Globo e joga pra plateia é mole. Aguardando o rock do “Fora intolerância religiosa”, “Fora racismo”, “Fora homofobia”, “Fora machismo”, “Fora fascismo”. O que não faltam são slogans para botar pra fora.

2 - “Salve o Samba”, Palco Sunset, tudo bem. Mas aguardando o Palco Mundo com no máximo três grandes ícones  do samba. Escolham, aí. três palcos em um. Cada ícone com sua própria banda. Cada hora um canta um samba, no final as três bandas juntas no maior climão. Uma reverência do rock internacional aos donos da casa, de forma majestosa, seria muito simpático e colocaria o samba no evento da forma como ele merece, mesmo que numa única apresentação, vá lá, mas com a grandeza da produção do rock  e não num pacote de artistas, com três canções pra cada um, com a mesma banda acompanhando todo mundo.

3 - Tributo a João Donato, Palco Sunset, Sensacional. Entre altos e baixos destaque para o maravilhoso João e para a atriz/cantora Emanuelle Araújo, mandou muito bem.

4 - Rael e Elza Soares arrebentaram. Como diz o Rael, O hip hop é foda, e ele também.

5 - Frejat,  pra mim o rei do rock nacional. Profissa. Belíssimo show impecável.

6 - Maria Rita divina cantando Ella Fitzerald. Com Paulinho Braga na batera a lembrança de Elis foi inevitável. Lindo show.

7 - Alicia Keys ma-ra-vi-lho-sa surpresa, naturalmente eu não conhecia. Americana que canta muito, sem exagerar nos maneirismos do Stevie Wonder, ao contrário do que  insistem alguns cantores por aqui que nem americanos são. Homenagem a Amazônia com Pretinho da Serrinha e a galera junto, particularmente saboroso. Discurso da índia brasileira Sonia, contra a venda de uma parte da Amazonia, com “Fora Temer” ao fundo, não teve preço.
A turma do Passinho completou a simpática e necessária iniciativa de introduzir artistas brasileiros nos shows dos gringos.

Enfim, este ano estou gostando deste evento aqui no fundo do quintal da minha casa.